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O Complexo de Édipo: um conceito fundamental da Psicanálise

  • Foto do escritor: Selma Cabral
    Selma Cabral
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Ilustração de Pacha Urbano de tirinha sobre o Complexo de Édipo

O Complexo de Édipo é um dos conceitos mais conhecidos da Psicanálise. Longe de uma leitura literal, ele se refere a um processo psíquico simbólico, essencial para a constituição do sujeito, da identidade e das relações humanas.


A partir do mito grego de Édipo, Freud encontrou uma forma de nomear conflitos que surgem na infância, especialmente quando a criança começa a se reconhecer como um sujeito separado dos pais e a se inserir no mundo das regras, dos limites e da vida em sociedade.


De maneira geral, o Complexo de Édipo diz respeito às relações afetivas e identificatórias que a criança estabelece com as figuras parentais. Nesse período, a criança vivencia sentimentos ambivalentes, como amor, rivalidade, admiração e frustração. Esses afetos não são conscientes nem intencionais, mas fazem parte da organização do psiquismo. É importante destacar que o Édipo não trata de desejos literais, mas de posições simbólicas: quem cuida, quem protege, quem impõe limites e quem representa a lei. Mais do que pessoas concretas, estão em jogo funções fundamentais para o desenvolvimento psíquico.


Na Psicanálise, o Complexo de Édipo tem uma função estruturante. É por meio dele que a criança aprende que o outro possui desejos próprios e que nem tudo é possível. Esse encontro com o limite é fundamental para a construção da subjetividade e para a entrada no campo da cultura. A partir dessa experiência, tornam-se possíveis a internalização de regras, a noção de responsabilidade e a capacidade de lidar com frustrações, elementos essenciais para a vida em sociedade.


Embora esteja associado à infância, o Complexo de Édipo não se encerra com o crescimento. Ele deixa marcas que atravessam a vida adulta, influenciando escolhas afetivas, relações com figuras de autoridade e modos de lidar com conflitos e limites. Na clínica psicanalítica, revisitar essas experiências simbólicas permite compreender padrões repetitivos, impasses emocionais e sofrimentos que muitas vezes não encontram explicação apenas no nível consciente.


Vale ressaltar que o conceito de Édipo não está restrito a modelos familiares tradicionais, e sim compreendido como uma estrutura simbólica que pode se organizar de diferentes formas, de acordo com a singularidade de cada sujeito e de seu contexto cultural. Falar sobre o Complexo de Édipo é falar sobre crescimento, separação e limites. Mais do que um conceito polêmico, ele continua sendo uma ferramenta importante para compreender a formação do sujeito e os conflitos que atravessam a vida humana.


Na Psicanálise, o Édipo não é algo a ser superado, mas elaborado, de maneira singular, ao longo da vida.

Nota editorial: este texto foi escrito com o auxílio de IA como ferramenta de apoio à redação, mantendo-se o compromisso ético e técnico com a Psicologia e a Psicanálise.

 
 
 

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